No Pátria no Ar, DEI não é um anexo ao projeto — é a forma como operamos. Usamos o Arena Drone Soccer inclusiva como ponte entre educação, esporte e tecnologia para ampliar oportunidades a PCDs e pessoas neurodivergentes, famílias e jovens. Se o futebol tradicional nem sempre é para todo mundo, o Drone Soccer abre portas: há espaço para pilotar, arbitrar, orientar, criar conteúdo e aprender.
Arena Drone Soccer Inclusiva: Por que DEI com Libras é urgente no Brasil?
O Censo 2022 identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência (7,3%). Destas, 2,6 milhões relataram dificuldade para ouvir mesmo com aparelho auditivo. Censo/PNAD 2022. Na educação básica, havia 61.594 estudantes com alguma deficiência relacionada à surdez (Censo Escolar 2023/INEP). A acessibilidade digital ainda é rara: apenas 2,9% dos sites brasileiros passaram em todos os testes de acessibilidade em 2024 (BigDataCorp + Movimento Web para Todos). Entre empresas listadas em bolsa, só 9% oferecem Libras em seus sites de RI (Veja). Além disso, no Brasil e 2,4 milhões com diagnóstico de TEA (1,2%).
Esses dados só reforçam, a necessidade de intérpretes de Libras, conteúdo acessível para os mais diversos públicos e iniciativas práticas de inclusão — como a Arena Drone Soccer inclusiva, que integra educação, esporte e tecnologia com recursos de acessibilidade desde o desenho do evento.
Quantos usam Libras?
Não há dado oficial consolidado sobre usuários de Libras; até entidades internacionais apontam falta de contagem precisa para línguas de sinais. Esses números dão a dimensão da urgência por acessibilidade comunicacional e oportunidades de participação em educação, esporte e cultura.
Barreiras no mercado para intérpretes de Libras — Apesar de a Lei 10.436/2002 e o Decreto 5.626/2005 reconhecerem a Libras e preverem intérpretes em serviços públicos e educação, a oferta profissional é insuficiente e frequentemente precarizada (vínculos temporários e baixos salários). Estudos qualitativos mapeiam jornadas, remuneração e valorização ainda desiguais; reportagens recentes relatam atrasos e más condições de trabalho em universidades. Dados de CAGED indicam média salarial próxima de R$ 3,3 mil/mês em 2025 para intérpretes CLT. (salario.com).

Universidade Federal de Pernambuco, Campus Agreste. Foto: Reprodução.
Casos reais —
A falta de intérprete inviabilizou a participação de um aluno surdo na Aula Magna da UFPE/Caruaru em 2024, ilustrando como a ausência do serviço exclui pessoas surdas de momentos-chave. Ao mesmo tempo, pregões e atas de registro de preço em órgãos públicos mostram demanda recorrente por intérpretes — sinal de mercado existente, mas irregular. (Jornal a Verdade).
Cultura, educação, esporte e tecnologia:
iniciativas ainda pouco integradas — Apesar de expansão de políticas (ex.: Lei de Incentivo ao Esporte, com 6.664 projetos apresentados em 2024, e programas federais para o paradesporto), não há contagem nacional consolidada de eventos que integram simultaneamente educação, esporte e tecnologia para PCDs. A literatura acadêmica aponta que estudos e políticas nessa interseção seguem incipientes. Por isso, o Pátria no Ar é tão especial, nossa proposta é a única no Brasil que pode entregar uma Arena Drone Soccer Turnkey com foco especial para famílias brasileiras, inclusive PCDs e Neurodivergentes. (conheça o projeto aqui).
Universalização da Internet e a inclusão digital
Mesmo com a internet quase universalizada, o Brasil ainda enfrenta baixa conectividade significativa para grande parte da população. com 84% de seus habitantes de 10 anos ou mais usuários da rede, somente 22% dos brasileiros a partir dessa idade têm condições satisfatórias de conectividade. Para a maioria (57%), a realidade é menos positiva. A constatação faz parte do estudo inédito “Conectividade Significativa: propostas para medição e o retrato da população no Brasil“. A complexidade do cenário atual, marcado por rápidos avanços tecnológicos, tem exigido um alargamento da compreensão sobre inclusão digital.
Camadas e dimensões do Estudo de Conectividade no Brasil.
O estudo incorporou análise em duas camadas, considerando dimensões territoriais, sociodemográficas e socioeconômicas, e aferindo a qualificação para o uso da Internet, bem como os tipos de atividades desenvolvidas na rede. “Com a primeira camada, tentamos identificar as brechas em inclusão digital. Já a segunda diz respeito à avaliação dos níveis de conectividade por habilidades digitais e atividades online, o que nos permite avançar na compreensão sobre as condições da população para o aproveitamento das oportunidades e o gerenciamento dos riscos postos pelo mundo digital. Juntas, elas nos permitiram compreender as nuances da conectividade digital no país”, comenta Graziela Castello.
A dimensão territorial (com recortes por regiões do país, áreas rurais x urbanas, unidades da federação e porte dos municípios por tamanho da população) abrange a distribuição geográfica do acesso e sua qualidade, enquanto a dimensão sociodemográfica analisa a conectividade em relação a presença de crianças no domicílio, idade, sexo, cor e raça. Já a dimensão socioeconômica considera a relação entre a conectividade e características dos indivíduos tais como: classe socioeconômica, presença na força de trabalho, escolaridade e ser (ou não) beneficiário de programa social. A avaliação feita com base nesses aspectos mostrou que as piores condições para conectividade significativa estão concentradas nos grupos populacionais historicamente excluídos. O que reforça a necessidade de experiências presenciais acessíveis e conteúdos multicanais (Libras, legendas, descrição de imagens).
Principais resultados
Norte e o Nordeste têm as piores condições de conectividade significativa, com apenas 11% e 10% da população, respectivamente, na faixa entre 7 e 9 pontos, e 44% e 48% (na mesma ordem), ocupando o outro extremo da escala (até 2 pontos) – a média nacional é de 33%. Em contrapartida, Sul (27%) e Sudeste (31%) registraram os melhores índices, sendo as únicas regiões no país em que a quantidade de habitantes na maior faixa é superior do que aquela na pior faixa.
A área e o porte do município de residência também demonstram forte associação com o nível de conectividade significativa. Quanto maior a cidade, melhor o desempenho. Naquelas com até 50 mil habitantes, 44% da população encontra-se na pior faixa da escala. Nas com mais de 500 mil habitantes, por sua vez, a proporção negativa cai quase pela metade (24%). Em relação à área, enquanto 30% dos habitantes das localidades urbanas estão no grupo de pior faixa (até 2 pontos), 54% da população em zonas rurais encontra-se nessa condição.
No recorte de faixa etária, o levantamento confirma a maior vulnerabilidade à exclusão digital dos idosos: 61% dos brasileiros com 60 anos ou mais apresentam scores mais baixos (até 2 pontos) de conectividade significativa, proporção muito acima da verificada no país de maneira geral (33%). E, diferentemente do que sugere o senso-comum, os dados desmentem a ideia de que os mais jovens apresentariam melhores indicadores no mesmo quesito. O estudo revela que somente 16% e 24% daqueles com idades entre 10 e 15 anos e 16 e 24 anos, respectivamente, estão na faixa mais alta (entre 7 e 9 pontos). Os níveis mais elevados ocorrem justamente entre os grupos etários de maior incidência no mercado de trabalho (entre 25 e 44 anos).
“O estudo questiona a ideia de que os gargalos para inclusão digital seriam sanados por uma possível transição geracional, uma vez que os jovens já seriam super conectados. Quando olhamos para os usuários de Internet de maneira geral, isso se confirma, mas ao complexificarmos a análise e entendermos a conectividade como um todo, fica claro que uma parcela importante desse grupo possui condições precárias de conectividade e vai ingressar no mercado de trabalho com uma desvantagem grande. A realidade de um jovem que mora na periferia e não tem qualidade de conexão é muito distinta da de um jovem da mesma idade que tem melhores condições. Essas diferenças potencializam desigualdades já existentes”, alerta Graziela Castello. (cetic.br).
Arena Drone Soccer inclusiva do Pátria no Ar como resposta:
Integração prática de DEI — Priorizamos intérprete de Libras, sessões sensoriais amigáveis e materiais acessíveis; contratamos profissionais locais (intérpretes, operadores e recepcionistas) por escala, injetando renda na economia regional e garantindo contexto cultural. Isso ataca a lacuna de oferta e melhora a qualidade da experiência para pessoas surdas e neurodivergentes. (Inferência baseada nas evidências de escassez e precarização acima.)
“Aprender fazendo” com STEAM — Drones como ferramenta pedagógica aumentam engajamento e desenvolvem habilidades do século XXI (raciocínio lógico, colaboração, segurança operacional). Pesquisas em STEAM mostram ganhos de aprendizagem com drones e robótica educacional, reforçando o valor público dessas experiências.
Mercado em ascensão e ambiente regulatório em evolução — Globalmente, o mercado de drones deve quase dobrar até 2029; no Brasil, a ANAC vem modernizando regras (consulta pública do RBAC 100), o que tende a baratear e simplificar operações educativas e demonstrativas. Esse contexto favorece programas de alfabetização tecnológica com drones.
A Arena Drone Soccer inclusiva – Pátria no Ar
Se o Drone Soccer é novidade no mundo inteiro, nossa Arena inclusiva é um fenomeno inédito no mundo, oferece acessibilidade na prática através de circuitos com apoio semi-presencial aos participantes com deficiência auditiva), formação STEAM, conteúdo neuroamigável e mobilização econômica local, unindo cultura, educação, esporte e tecnologia numa mesma experiência.
Para marcas, governos e ONGs, é um caminho concreto para sair do discurso e entregar inclusão verificável — e métricas claras.
O que fazemos na prática
- Libras como padrão: intérprete de Libras sempre que possível, contratado localmente e remunerado de forma justa — inclusão para o público surdo e fortalecimento do ecossistema profissional regional.
- Acesso diferenciado: vagas reservadas e benefícios para PCDs e pessoas neurodivergentes; sessões sensoriais amigáveis; materiais e sinalização acessíveis.
- Conteúdo acessível: legendas, descrição de imagens e orientações claras em todos os canais.
- Contratação inclusiva: prioridade para PCDs e neurodivergentes em funções de atendimento, facilitação e operação de arena.
- Economia local: operadores, recepcionistas e intérpretes sob demanda e da própria região dos eventos.
- Campanhas de conscientização: ações de comunicação com patrocinadores e parceiros para promover inclusão digital e respeito à neurodiversidade.
Formação e desenvolvimento
Nosso Módulo Introdutório (16 h) prepara a equipe em operação de drones, regras oficiais do Drone Soccer, segurança e atendimento ao público. Oferecemos reciclagens periódicas, mentoria prática e trilhas de desenvolvimento com enfoque STEAM, incentivando pensamento crítico, criatividade e trabalho em equipe.
Como acompanhamos
Monitoramos indicadores de acesso (participação de PCDs e neurodivergentes), horas de Libras, adesão às sessões sensoriais e satisfação do público. Publicamos aprendizados e melhorias contínuas, sempre com transparência.
Governança e segurança
Operamos com código de conduta, treinamento antiviés, procedimentos de segurança e canal de escuta para sugestões e denúncias: patrianoar@futeboldedrone.com. A política é revisada anualmente.
O que vem aí em 2025
Estamos concluindo acordos e alinhamentos com patrocinadores, investidores, parceiros técnicos, fornecedores e nossa equipe para lançamentos no Rio de Janeiro (RJ) e em Brasília (DF) ainda em 2025. Em breve, devemos estrear a Arena Drone Soccer inclusiva em mais duas cidades, de forma inédita. Divulgaremos datas e locais assim que estiver tudo confirmado.
Última atualização: agosto/2025.